CRÍTICA | Harry Potter e o Cálice de Fogo

Direção: Mike Newell
Roteiro: Steve Kloves
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Tom Felton, Jason Isaacs, Robert Pattinson, entre outros
Origem: Reino Unido / EUA
Ano: 2005


Em três anos o mundo de Harry Potter (Daniel Radcliffe) virou de cabeça para baixo. Descobriu que era famoso na comunidade bruxa por ter sobrevivo ao atentado de Voldemort (o maior bruxo das trevas de todos os tempos), tomou conhecimento da verdade sobre o assassinato de seus pais, o motivo de ter crescido no mundo trouxa, além de finalmente ir para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Mal sabia ele que sua vida mudaria drasticamente no novo ano que se iniciava.

Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter and the Goblet of Fire) já começa com uma atmosfera mais sinistra que os longas anteriores. Hermione (Emma Watson) acorda Harry de um pesadelo assustadoramente real. Os dois se juntam a Rony (Rupert Grint) e a família Weasley, e todos partem rumo a Copa Mundial de Quadribol. Após assistirem um dos jogos e presenciarem um tumulto causado por seguidores do Lorde das Trevas, o trio enfim vai para Hogwarts, onde iniciarão mais um ano de estudos. Lá, Dumbledore (Michael Gambon) anuncia que a escola sediará o Torneio Tribruxo, uma competição entre colégios onde os desafios são altamente perigosos. Nenhum aluno menor de 17 anos pode se inscrever no torneio, mas o nome de Harry, por algum motivo, é selecionado pelo Cálice de Fogo.

O roteiro de Steve Kloves (O Espetacular Homem-Aranha) é hábil em apresentar múltiplos personagens em um espaço de tempo curto, ainda mais se pensarmos que grande parte deles são moralmente dúbios, como "Olho-Tonto" Moody (Brendan Gleeson), o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas que utiliza de métodos pouco ortodoxos para ensinar o que sabe. E apesar de todo o clima obscuro presente, o longa mantém o "clima mágico" que esteve presente nas histórias anteriores, ainda que em escala menor.

Foto: Warner Bros Pictures

O grande atrativo da obra é mesmo o torneio, que apresenta as grandes cenas de ação da trama. Nesse ponto, é interessante perceber como o diretor Mike Newell (Donnie Brasco) modifica sua forma de filmar a cada nova tarefa, valorizando os elementos de maior tensão ao espectador.   As cenas mais marcantes e que fazem o filme se pagar são nas provas do Torneio Tribruxo. Isso sem mencionar o surpreendente desfecho do longa, que subverte as expectativas e abre imensas possibilidades para o futuro da saga.

No que diz respeito aos efeitos visuais, é notório o saldo de qualidade aqui, muito em função do sucesso da franquia, que nesse ponto já havia rendido milhões e milhões ao estúdio. Se antes era possível reclamar de algumas cenas, como o rosto de Voldemort na nuca do professor Quirell, no primeiro filme, aqui vemos a magia e as criaturas realmente tomando forma, como Harry ganhando guelras, o dragão cuspindo fogo, e assim por diante. Soma-se a isso o detalhado trabalho do design de produção, especialmente no que diz respeito aos novos mundos criados, como o dos sereianos.

As atuações estão ótimas, com os atores cada vez mais confortáveis em seus papéis. Vale destacar a inclusão de Robert Pattinson (Cosmópolis), em um de seus primeiros papéis no cinema, como Cedrico Digory, ainda que seu personagem não seja tão bem explorado, mesmo se levarmos em conta sua importância para a trama. Ralph Fiennes (A Lista de Schindler) está genial, como de costume, e Brendan Gleeson (A Vila) mostra sua imensa versatilidade como ator.

Foto: Warner Bros Pictures

Harry Potter e o Cálice de Fogo é uma espécie de fim da calmaria e início da tempestade que viria a desabar no mundo bruxo. Possui uma premissa interessante, consegue entreter com ótimas cenas de ação e pavimenta o caminho mais sério que viria a ser construído nos próximos filmes. Em outras palavras, trata-se de uma das melhores adaptações da saga.

Excelente


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Já está sabendo da websérie de 8 episódios baseada no universo Harry Potter que está sendo produzida aqui no Brasil? Marotos: Uma História conta a história dos marotos no período da Primeira Guerra Bruxa, mostrando Tiago Potter, Sirius Black, Remo Lupin e Pedro Pettigrew em seu último ano em Hogwarts. Além deles, outros personagens também estão presentes, como Lílian Evans, Severo Snape, Alice Prewett, Frank Longbottom e entre outros. 

Com uma equipe majoritariamente feminina, a websérie é uma produção independente e sem fins lucrativos, e por isso, toda ajuda é bem-vinda dos fãs e amantes de filmes de fantasia, para que esses cineastas apaixonados pelo universo de Harry Potter consigam produzir a série com boa qualidade. A equipe está aceitando doações através das plataformas PayPal e PagSeguro, assim como em sua conta pessoal. Todas as informações estão na bio da conta oficial da série no Instagram. Além disso, a produção já conta com três fã-clubes e alguns vídeos de divulgação em seu canal no YouTube, inclusive um teaser trailer oficial que vocês podem assistir logo abaixo! 

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