5 Motivos Para Você Assistir | A Maldição da Residência Hill


Quem não gosta de um drama familiar recheado de fantasmas e muito mistério? Foi com essa receita básica que A Maldição da Residência Hill (The Haunting of Hill House) estreou na Netflix no último mês de outubro. O sucesso foi tanto que a série figurou na lista das mais assistidas em todo o mundo. Pensada originalmente como uma minissérie de 10 episódios, já há especulações de que novas temporadas podem surgir.

De qualidade garantida, a produção merece uma chance, por isso confira a seguir 5 motivos para vo cê assistir a série!


 Equilíbrio entre drama e terror 

Na trama, o público acompanha a chegada da família Craine na antiga mansão dos Hill. Como o local passou muitos anos abandonado, há a necessidade de uma grande reforma, e essa é a ideia de Hugh Craine (Henry Thomas): passar o verão reformando a casa para depois vende-la por uma boa quantia. Durante os meses da reforma, sua família, composta por 5 filhos e a esposa, Olivia (Carla Gugino), permanecem ocupando a residência. Contudo, experiências estranhas começam a afeta-los, em especial, o casal de gêmeos, Nell (Victoria Pedretti) e Luke (Oliver Jackson-Cohen). 

Mas engana-se quem pensa que a história para no cliché "família morando em uma casa assombrada". Em paralelo a esses acontecimentos, outra linha do tempo é desenvolvida, na qual as crianças cresceram e, já adultas, se vêm obrigadas a enfrentar os traumas causados pela residência Hill.

Para além dos fantasmas e poltergeists, aquele último verão em família causou rupturas e mágoas que continuam assombrando todos os personagens. Por isso, não espere apenas levar sustos, mas também se emocionar com os problemas nos relacionamentos entre os irmãos Craine.

Foto: Steve Dietl / Netflix


 Personagens 

Falando nos irmãos Craine, os personagens de A Maldição da Residência Hill são desenvolvidos da forma mais completa possível. O roteiro dedica boa parte de seu tempo à construção de seus protagonistas, que ganham diversas camadas com qualidades e defeitos que influenciam o rumo da trama. 

O centro da narrativa gira em torno de Nell Craine, a irmã mais nova e gêmea de Luke. Era ela a mais afetada pelas assombrações da Residência Hill durante a infância (vide a assustadora Mulher do Pescoço Torto). Outro personagem que se destaca é Luke (Michiel Huisman), que devido aos tramas da infância se tornou viciado em drogas, além de Theodore (Kate Siegel) que possui um poder sobrenatural. 

Não podemos esquecer também de Carla Gugino (Jogo Perigoso) na pele de Olivia Craine, arquiteta e matriarca da família. 


 Universo de Shirley Jackson 

Shirley Jackson é uma das maiores autoras do gênero de terror. Ficando esquecida por muito tempo no Brasil, ela teve seus livros recentemente relançados no país. A Maldição da Residência Hill é livremente inspirada em uma das mais importantes obras da americana, "A Assombração da Casa da Colina". Digo que é livremente inspirada, e não baseada, porque a série utiliza apenas alguns elementos da história como, por exemplo, o nome de alguns personagens e a própria casa. A obra de Jackson é usado somente como ponto de partida para a construção de toda uma nova narrativa. 

Aliás, ler o livro antes de assistir a série é uma boa opção, já que assim, você pode tentar encontrar todas as referências que os roteiristas utilizaram. 

Foto: Steve Dietl / Netflix


 Roteiro 

Como já dito antes, A Maldição da Residência Hill segue duas linhas do tempo diferentes, passado e presente, o que gera maior dinamismo para a narrativa. Essa estrutura garante também que seus conflitos e resoluções sejam construídos sob diferentes perspectivas que vão complementando a interpretação do espectador. Esta abordagem é, sem dúvida, a maior distinção da serie em relação a outras produções semelhantes. 

Os primeiros episódios servem para situar o espectador no contexto e introduzir os personagens (cada irmão protagoniza um episódio), para logo após "amarrar as pontas soltas" e encaminhar o clímax da história. É interessante analisar que o ponto alto da série está no episódio "Two Storms", quando a produção mostra toda sua qualidade técnica e narrativa em um capítulo de tirar o fôlego. 


 Primor Técnico 

A série procura se adequar aos padrões visuais já utilizados em outras obras de terror, porém, o equilíbrio entre uma atmosfera mais sobrenatural e ambientes realistas é o que realmente se destaca. O trabalho da direção e da fotografia aparecem nos pequenos detalhes que compõem cada cena e tornam bastante perceptíveis as mudanças entre linhas temporais da trama. 

Não podíamos deixar de fora mais um breve comentário ao episódio "Two Storms", o sexto capítulo da produção, que apresenta um plano-sequência (a câmera transita pela cena sem cortes aparentes) de dar inveja a muitas outras séries. Sua complexa confecção pode ser vista no vídeo abaixo, divulgado pela própria Netflix.



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