CRÍTICA | Bumblebee

Direção: Travis Knight
Roteiro: Christina Hodson
Elenco: Hailee Steinfeld, Jorge Lendeborg Jr., John Cena, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2018


Já faz mais de 10 anos que surgiu no cinema uma franquia ousada, cheia de fãs leais e apaixonados. Transformers se tornou muito mais do que seu próprio diretor, Michael Bay (Bad Boys II) poderia esperar, mas, com o fim de sua era à frente da direção, a saga ganhou ganha um novo fôlego, encerrando sua contemporânea jornada para nos levar de volta aos anos 80, uma das décadas mais amadas e exploradas recentemente pela cultura pop em geral. Bumblebee é uma espécie epílogo para a franquia, resgatando a nostalgia e trazendo mais sentimentalismo em detrimento da ação, o que é, aliás, o grande trunfo da trama.

O roteiro de Christina Hodson (Refém do Medo) e a direção de Travis Knight (Kubo e as Cordas Mágicas), atravessam a exaustiva ação de Bay, promovendo uma interatividade diferente do que o espectador estava habituado. Aqui temos a valorização da construção de uma protagonista a se admirar, Charlie (Hailee Steinfeld), que, aliada a nostálgica atmosfera oitentista do design de produção, bem como sua trilha sonora, nos faz remeter aos clássicos de John Hughes (O Clube dos Cinco).

Foto: Paramount Pictures

A trama em si é até bem simples. Acompanhamos a chegada do Autobot mais adorado do mundo ao nosso planeta, após a guerra ocorrida em Cybertron. Nossa personagem principal é um retrato genuíno da juventude da época. Incompreendida e sensível, ela se esconde em uma casca que visa protegê-la do convívio social. Essa fragilidade se torna justamente o ponto de contato e afeição que permite o surgimento de uma incomum, mas surpreendentemente real amizade com Bumblebee.

O longa centraliza sua narrativa nessa amizade amizade improvável, fazendo com que todos os demais personagens e seus arcos sejam atraídos para esse cerne. A relação entre essas duas figuras tão diferentes se torna encantadora para a audiência, que percebe uma sensibilidade apaixonante no desajeitado robô amarelo. Também dinâmico e divertido, o Bumblebee também assume o papel de alívio cômico, sendo o responsável por algumas das risadas mais gostosas da obra.

Sendo Knight um especialista em animação stop motion, o cineasta traz a leveza necessária para sua direção, trazendo a franquia de volta as origens. E por focar muito mais na amizade de seus personagens, bem como em seus dramas particulares, boa parte da narrativa corre sem suspense ou um sentimento de ameaça iminente, ainda que ela exista. Uma sábia decisão.

Foto: Paramount Pictures

Despretensioso e autêntico, Bumblebee deve agradar os fãs de cinema trazendo à tona várias referências dos anos 80, assim como deve trazer sorrisos aos rostos daqueles que eram fãs do clássico desenho dos Transformers, muito em função do design rustico utilizado robôs robôs. Junto ao filme que deu origem a tudo isso, este é fácil um dos melhores exemplares dessa série cinematográfica amada pelo público.

Bom

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