CRÍTICA | Dragon Ball Super: Broly

Direção: Tatsuya Nagamine
Roteiro: Akira Toriyama
Elenco: Sean Schemmel, Christopher Sabat, Vic Mignogna, entre outros
Origem: Japão
Ano: 2018


Dragon Ball Super: Broly tem um grande objetivo central: desenvolver a fundo a personalidade do famoso sayajin que dá nome ao longa. Ele, que já havia aparecido em 3 filmes anteriores, tem agora sua história recontada de forma oficial, entrando para a cronologia do anime de vez. Broly, nas obras anteriores, era basicamente uma máquina de lutar, sem personalidade, e que sabia apenas dizer uma palavra: Kakarotto. Devido a isso, particularmente nunca entendi o sucesso do personagem, o que mostra que essa nova animação chega para suprir uma lacuna sentida por mutos fãs.

A trama apresenta mudanças substanciais no passado que já conhecíamos do planeta Vegeta. O Rei Cold passa todo o comando de seu exército para Freeza, enquanto que o Rei Vegeta se enfurece ao saber que Broly é um bebê mais poderoso que seu filho, Vegeta (e aqui descobrimos que o famoso personagem é o quarto de sua linhagem), e o exila para um planeta perigosíssimo. Seu pai, Paragus, se revolta com a decisão e foge para o mesmo planeta jurando vingança. 5 anos depois, vemos Bardock retornando ao planeta Vegeta após uma ordem de Freeza, que pede para que todos os sayajins se reúnam no local, o que o deixa muito desconfiado. Bardock sabe que Freeza teme o lendário super sayajin e, por isso, com a ajuda de sua esposa Gine, envia o seu filho recém-nascido, Kakarotto, para a Terra. O que acontece a seguir os fãs bem sabem.

Devo confessar que essa nova versão, agora oficial, se mostrou bem superior a apresentada pela Toei Animation no passado (que não tinha envolvimento de Akira Toriyama), já que foca nos dilemas de todos os pais aqui apresentados. A cena da partida do Goku, por exemplo, é deveras emocionante, assim como é muito bom ver que enfim introduziram Gine no cânone de Dragon Ball.

Foto: Fox Film do Brasil

A animação então volta ao presente, logo após o torneio do poder. Freeza que está reunindo as Esferas do Dragão para... aumentar 5 centímetros de altura (sim, Toriyama jamais perderá seu dom de incluir piadas "bobas" em suas obras). Ele rouba 6 esferas que estavam com Bulma (que estava as reunindo para ficar 5 anos mais jovem!), enquanto seus capangas estão pelo universo procurando pessoas fortes para adentrar seu exército renovado. É quando eles se deparam com Paragus e Broly. Freeza, ao saber disso, resolve usar os dois a seu favor, na intenção de finalmente se vingar de Goku.

Aqui vemos a nova personalidade de Broly, que não é grande fã de embates. Ele luta apenas para sobreviver e por influência de seu pai, que ainda busca se vingar do Rei Vegeta. No entanto, o personagem possui um instinto poderoso, que não consegue controlar quando está com raiva. Trata-se de um dos grandes acertos do roteiro, já que eu realmente não gostava do personagem no passado.

Quando Broly chega a Terra e encontra Goku e Vegeta, o filme se transforma no que a maioria dos fãs mais espera da saga Dragon Ball: lutas, lutas e mais lutas. E tem para todos os gostos: Vegeta x Broly, Goku x Broly, Vegeta e Goku x Broly, entre outras surpresas que não revelarei aqui. Todos os embates, aliás, muito bem animados e sem repetições de quadro. Tudo muito bem produzido, incluindo as animações em 3D, utilizadas nos momentos de destruição e quando os golpes são desferidos, o que enriquece as cenas para qualquer fã.

Um quesito técnico a mais precisa ser destacado em nosso paós: a dublagem. Wendel Bezerra e Alfredo Rollo estão perfeitos como Goku e Vegeta, respectivamente (como é de praxe). Dado Monteiro, por sua vez, também está ótimo como Broly, além de Tania Gaidarji como Bulma e Felipe Grinnan, como Whis (a dublagem desse personagem é maravilhosa!).

Foto: Fox Film do Brasil

Posso afirmar sem medo de errar que Dragon Ball Super: Broly é o melhor filme da franquia, especialmente pelas possibilidades que entrega em seu desfecho. A animação soube trabalhar muito bem o passado de personagens marcantes, incluir novos nomes na trama de forma coerente, e entregar batalhas com ótima qualidade de animação. Evidentemente o longa tem seus defeitos, sendo o principal deles a forma corrida com que são apresentado algumas situações, mas, ainda assim, passa uma sensação maravilhosa aos fãs do anime, como eu.

Abaixo algumas considerações com spoiler. Se não quiser saber antes da hora, fuja enquanto é tempo! 

É muito interessante vermos a evolução de Vegeta enquanto personagem, praticamente ignorando o que aconteceu com seu planeta natal e com seus companheiros. O Vegeta que vemos hoje morreria facilmente por Bulma, Trunks e Bra, ou até pelo planeta Terra, algo que não era possível imaginar quando fomos apresentados a ele.

Para finalizar, uma das coisas mais legais de Dragon Ball Super: Broly foi ver Goku pela primeira vez referindo-se a si mesmo como Kakarotto, seu nome original, dado pelos seus pais. Não achei que viveria para ver isso, mas vivi.

Bom

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