Mad Men 7x04 | The Monolith


Nunca antes a década de 70 esteve tão viva em Mad Men. Na história acompanhamos o ano de 1969, o que por si só evidencia isso, mas o fato de vermos o movimento hippie tomando forma em tela, ratifica a minha afirmação e proporciona momentos magníficos na trama, além de traçar o costumeiro retrato da cultura norte-americana, que a série trabalha desde a sua estréia.

Tudo isso pode ser evidenciado no arco narrativo de Roger, que acompanhou sua ex-esposa numa tentativa de "resgate" de sua filha que está vivendo em meio a outros hippies. Sterling a principio mostra-se receptivo ao conceito que encontra no local, dando uma chance à filha. Essa atitude foi totalmente condizente com a construção do personagem, um solteirão com o pé na terceira idade e que esforça-se (em seu visual e atitudes) para parecer mais novo do que realmente é. No entanto, o mesmo não consegue digerir o fato de sua filha deitar-se com os homens que ali encontrou, abdicando de sua vida como esposa e mãe.

O dilema criado, escancarando como nunca o problema entre pai e filha, culmina na cena em que ambos caem na lama e se sujam completamente. Uma metáfora das mais bem trabalhadas pelo seriado. Como sentirei falta desse tipo de tratamento quando o programa terminar.


Enquanto isso, na agência, Don vem encontrando extrema dificuldade para se habituar a seus novos costumes. Ter que começar do zero é uma ferida profunda em seu ego inflado, porém, essa reconstrução do personagem parece encaminhá-lo para uma redenção ao fim da temporada final. Não sei vocês, mas ainda que Draper seja repleto de falhas como ser humano, não deixo de torcer pelo personagem em momento algum, e isso é uma das coisas que tornam Mad Men genial.

E se citei o ego de Don acima, como não citar as atitudes de Peggy que, inflamada pela chance de gerenciar seu antigo chefe, basicamente esquece seu trabalho para mostrar poder perante o mesmo. A jornada da personagem parece ir contrária a de Draper. Se antes Peggy era uma profissional promissora e desbravadora (por ser mulher) que crescia a cada temporada, nesse ano vemos suas falhas e defeitos serem evidenciadas. Nada muito surpreendente, afinal ela segue os passos de seu mentor. Talvez sua redenção venha mais a frente.

Pra encerrar e voltando a falar de Don, é curioso que a pessoa que o ajuda a tomar o rumo novamente é justamente alguém que havia friamente sido demitido por ele, algumas temporadas atrás. É Freddie quem estende a mão a ele, fazendo com que Draper enfim aceite sua atual posição e volte a trabalhar para alcançar o topo novamente. E se citei metáforas icônicas antes, como não citar o singelo momento em que Don sai do elevador e encontra o imenso computador prestes a entrar pela porta da empresa. Mas, pelo menos aqui, o homem ainda está a frente da máquina.

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