CRÍTICA | Goosebumps 2: Halloween Assombrado


Direção: Ari Sandel
Roteiro: Rob Lieber
Elenco: Madison Iseman, Jeremy Ray Taylor, Caleel Harris, Jack Black, Ken Jeong, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2018


A mistura de gêneros cinematográficos parece cada vez mais comum atualmente, sendo a mais famosa delas a  "dramédia", combinação de drama com comédia. E que tal uma comédia misturada com horror? Com elementos que farão a plateia sentir arrepios, ao mesmo tempo em que entrega momentos hilários, Goosebumps 2: Halloween Assombrado (Goosebumps 2: Hunted Halloween), sob direção de Ari Sandel (Quando nos Conhecemos), chega para proporcionar diversão às crianças, enquanto serve de entretenimento honesto aos adultos. E nada melhor que a chegada do Halloween para esse tipo de obra, com cenários recheados de abóboras, bruxas, caveiras e outras criaturas.

A trama se passa em Wardenclyffe, Nova York, às vésperas do Halloween. Dois amigos, Sonny (Jeremy Ray Taylor) e Sam (Caleel Harris), trabalham recolhendo coisas velhas, o que os faz encontrar um baú em uma casa abandonada. Dentro dele descobrem um livro, de autoria de R.L. Stine (Jack Black), intitulado "Halloween Assombrado". Porém, ao abri-lo, acabam por libertar o boneco Slappy (Avery Lee Jones), sedento por uma família de monstros.

Para executar seu plano, Slappy precisa do livro para levar todos, inclusive criaturas que servem como peças de decoração para o Dia das Bruxas, para criar seu núcleo. Encurralados, os dois garotos, juntamente de Sarah (Madison Iseman), irmã de Sonny, terão que lutar para vencê-lo e impedir que toda a cidade vire presa fácil do boneco, sendo inteiramente transformada.

Foto: Sony Pictures

O roteiro apresenta uma premissa interessante e que faz conexão com o filme anterior, Goosebumps: Monstros e Arrepios (Goosebumps, 2015), com Slappy aparecendo e mostrando a que veio, sem precisar utilizar de flashbacks. O ritmo da obra é dinâmico, e ainda que os dilemas dos protagonistas sejam mostrados com certo exagero, a ligação entre Sonny, Sam e Sarah é realizado de forma competente, com o conflito principal regendo a ação dos personagens e do público.

O aspecto visual é outro atrativo interessante, com uma paleta de cores frias e altas doses de iluminação para simbolizar os poderes de Slappy e a consequente transição de objeto inanimado para monstro. Além disso, a junção de criaturas, múmias, abóboras, cavaleiro sem cabeça e a aranha gigante feita de balões, não se dá de forma aleatória. Tudo faz sentido dentro do contexto proposto.

No que diz respeito as atuações, o núcleo infantil mostra entrosamento e consegue render ótimos momentos, principalmente Caleel Harris (Castle Rock) e Jeremy Ray Taylor (It: A Coisa) nas enrascadas com valentões na escola e projetos escolares que são postos em risco pelo boneco macabro. Madison Iseman (Jumanji: Bem-Vindo à Selva) ilustra com sua personagem uma espécie de cérebro e líder do grupo, pronta para proteger todos que ama, mesmo que tenha que deixar seu grande sonho para trás. Ken Jeong (Community) dá o toque adulto ao filme, no papel de um nerd solitário que faz decorações de festas um tanto sofisticadas, especialmente para o Dia das Bruxas. Mesmo que ostente uma aparência estranha, possui um bom coração e é peça-chave na condução dos garotos ao conflito final.

Foto: Sony Pictures

Com o objetivo de agradar crianças e adultos, Goosebumps 2: Halloween Assombrado é um filme competente dentro do que se propõe a fazer, pois diverte e "assusta" na medida certa, sobrando tempo ainda para referências a obras do gênero como Poltergeist (1982), It: A Coisa (2017) e Boneco do Mal (2016).

Ótimo

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