CRÍTICA | Jurassic World: Reino Ameaçado


Direção: J.A. Bayona
Roteiro: Derek Connolly e Colin Trevorrow
Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall, Justice Smith, Daniella Pineda, Toby Jones, entre outros
Origem: EUA / Espanha
Ano: 2018


Cada diretor traz sua marca para seus filmes e com J.A. Bayona (Sete Minutos Depois da Meia-Noite). O catalão é conhecido por dirigir obras de apuro técnico e boas sequências de ação, sempre com uma boa dose de suspense em seus enredos. Todos esses elementos são perceptíveis em seu mais novo trabalho, Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom). E o que esperar da sequência de uma obra como Jurassic World, que fez sucesso estrondoso há três anos?

Após a tragédia causada por Indominus Rex no longa anterior, o mundo mudou sua visão para com a existência dos dinossauros. Na Ilha Nublar, um vulcão está prestes a entrar em erupção, ameaçando extinguir de vez as criaturas. Diante desse cenário, o governo dos Estados Unidos terá que decidir se deve intervir e salvar os dinossauros restantes, ou se os deixa na ilha para que a natureza se encarregue do resto. Não se trata de uma estrutura totalmente original para a franquia, no entanto, o longa de Bayona imprime novas ideias e a fasta o conceito de simples reboot, dando identidade a sua obra.

Bryce Dallas Howard (Histórias Cruzadas) e Chris Pratt (Guardiões da Galáxia Vol. 2) reprisam seus pais, já James Cromwell (À Espera de um Milagre) vive um dos milionários idealizadores do Jurassic Park, que contrata especialistas para resgatar os dinossauros e levá-los para um local isolado. Já Justice Smith (Cidades de Papel) é uma espécie de alívio cômico da trama, apesar dos poucos minutos de cena. Os personagens são dinâmicos, de grande intensidade e com boa evolução dramática, especialmente aqueles que vieram da obra anterior.

Foto: Universal Pictures

Bryce Dallas Howard se destaca como Claire, mostrando a transformação completa de sua personagem, que é agora defende a proteção dos dinossauros, cativando o público e nos fazendo torcer para que alcance seu objetivo. Ainda sobre elenco, vale uma menção honrosa a Jeff Goldblum (Thor: Ragnarok). O retorno do Dr. Ian Malcom não passa de uma participação especial, mas que representa um elemento importante da discussão acerca dos dilemas morais presentes na relação entre humanos e dinossauros, abrindo caminho para novas perspectivas que devem ser apresentadas em um vindouro terceiro filme.

Outro ponto alto da obra está na mescla de efeitos digitais com locações reais e bonecos animatrônicos, técnicas muito utilizadas no Jurassic Park original e que agregam muito valor para o resultado final. Além disso, a fotografia sombria, valorizando o clima de suspense, ajuda a criar um ambiente tenso e de atmosfera realista, você acredita que tudo aquilo que está sendo visto é real, algo essencial para que esse tipo de narrativa funcione junto ao espectador.

Nota-se que, apesar dos cenários bem construídos, os conflitos não ficam tão dependentes deles como no primeiro filme na Ilha Nublar. Aqui a trama nos envolve por completo, lembrando e muito a proposta idealizada por Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta) em seu primeiro Jurassic Park, em 1993. Aliás, o mérito dessa bem-sucedida continuação não é mérito apenas de Bayona, mas dele de Spielberg, que parece mais próximo da franquia como produtor.

Foto: Universal Pictures

Jurassic World: Reino Ameaçado é um filme que se sustenta sozinho. É divertido e com doses certas de suspense/terror. Um longa que apresenta boas suspresas, presta homenagens a franquia e prepara um novo e promissor universo de dinossauros para as novas gerações. E fica a dica, o longa tem uma cena pós-crédito.

Ótimo

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