CRÍTICA | Pokémon: Detetive Pikachu


Direção: Rob Letterman
Roteiro: Dan Hernandez, Benji Samit, Rob Letterman e Derek Connolly
Elenco: Justice Smith, Ryan Reynolds, Kathryn Newton, Bill Nighy, Ken Watanabe, entre outros
Origem: Japão / EUA / Reino Unido
Ano: 2019


Após 20 anos de seu lançamento, com pouco mais de mil episódios animados e vinte jogos nas plataformas da Nintendo, Pikachu, o adorável mascote amarelo de Pokémon, ganhou um live-action para chamar de seu. O desafio de uma adaptação para as telas é grande, pois tem a missão de agradar os fãs já estabelecidos da franquia e conquistar novos públicos. Felizmente, Pokémon: Detetive Pikachu (Pokémon: Detective Pikachu), dirigido por Rob Letterman (O Espanta Tubarões) é bem sucedido nessa empreitada, indo além de uma simples homenagens aos monstrinhos.

A trama começa quando o detetive Harry Goodman (Paul Kitson) some misteriosamente, levando Tim (Justice Smith), seu filho de 21 anos, a investigar seu paradeiro. O jovem conta com o apoio de Pikachu (Ryan Reynolds), um super-detetive adorável e hilariante. Ambos percebem que possuem condições de trabalhar em conjunto e embarcam nessa aventura à luz dos neons de Ryme City. Mais que solucionar o mistério, eles desembarcam em uma perturbadora conspiração que pode destruir esta pacífica coexistência e ameaçar o próprio universo Pokémon. 

O roteiro é bem estruturado e amarrado, mesclando a premissa inicial com um série de referências à franquia, como as técnicas para caçar pokémon. A dinâmica dos jogos está lá, mas não é executada aleatoriamente. Há contexto envolvido e serve para o desenvolvimento da narrativa, que é simples, direta e de resultado altamente satisfatório.

Foto: Warner Bros Pictures

Ryan Reynolds (Deadpool 2) surpreende ao emprestar sua voz ao icônico Pikachu, ainda que possa causar certa estranheza inicial. O entrosamento com Justice Smith (Jurassic World: Reino Ameaçado) funciona e é fundamental para o sucesso do longa. Além deles temos no elenco Kathryn Newton (O Retorno de Ben) na pele de uma jovem repórter  e o indicado ao Oscar Ken Watanabe (Godzilla) como o imponente Tenente Yoshida, figura importante nas investigações do sumiço do pai do protagonista.

As simpáticas criaturas Pokémon se encaixam muito bem no ambiente híbrido que é Ryme City, uma mistura de Nova York, Tóquio e Londres, com enormes letreiros em neon e um perfeito equilíbrio entre realidade e fantasia. O universo é rico em detalhes e garante grande imersão ao público, fora a nostalgia para quem é fã de longa data da franquia. Somam-se a isso as frenéticas sequências de ação, que fazem com que o ritmo da narrativa não caia.

Por fim, Pokémon: Detetive Pikachu mostra a que veio, com bons efeitos especiais e uma premissa que funciona e encanta seus adoradores. Um resultado deveras surpreende se levarmos em conta o histórico de adaptações de games para o cinema. Quem testemunha sai da sala de cinema satisfeito, pois o resultado é acima da média.

Foto: Warner Bros Pictures


Excelente

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