CRÍTICA | 12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição

Direção: James DeMonaco
Roteiro: James DeMonaco
Elenco: Frank GrilloElizabeth MitchellMykelti Williamson, entre outros
Origem: EUA / Japão
Ano: 2016


Sempre que chegam as eleições vemos candidatos aqui e ali, prometendo mundos e fundos ao eleitor para conseguirem votos e alcançarem cargos públicos. Há vários que decidem utilizar de meios inescrupulosos para conseguir tal feito, e, ao longo de seus mandatos, acabam metendo os dois pés em uma lama fétida e pútrida, tentando a todo custo convencer o povo de que são honestos e íntegros.

12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição (The Purge: Election Year), mais um capítulo da franquia Uma Noite de Crime, propõe a seguinte reflexão: como seria um período eleitoral em um país onde existe um feriado nacional em que é permitido cometer qualquer tipo de crime, com a garantia de que não haverá punição?

A senadora Charlie Roan (Elizabeth Mitchell) foi feita de refém há 18 anos durante uma noite do Expurgo. Sua família foi brutalmente assassinada, sendo ela a única sobrevivente. Roan agora concorre a presidência dos EUA e tem como principal objetivo a extinção desse feriado brutal. A NPFA (Novos Pais Fundadores da América), o grupo que hoje está na presidência, quer acabar com a senadora, visto que ela está conseguindo angariar votos para vencer a eleição. Além disso, um dos guarda-costas de Charlie é Leo (Frank Grillo), que conseguiu sobreviver ao Expurgo de Uma Noite de Crime: Anarquia.

Foto: Universal Pictures

Assim como os longas anteriores, o roteiro apresenta uma premissa interessante, mas sem grande desenvolvimento. Trata-se de mais do mesmo, ou seja, pouco aprofundamento de personagens, mortes sanguinolentas e tiros para todo lado. Para não ser injusto, a personagem de Elizabeth Mitchell (LOST) recebe algum destaque, visto o seu passado cruel, mais ainda assim, no frigir dos ovos, a protagonista se transforma no clichê da donzela em perigo. Há ainda tentativas forçadas de se montar conexões com os filmes anteriores, mas nada realmente relevante para a trama.

Outro aspecto negativo é a direção de James DeMonaco (Staten Island), que não se mostra mais inventiva como nos longas anteriores. Na maior parte do tempo temos uma cinematografia excessivamente tremida, especialmente nos conflitos corpo a corpo, o que acaba por desnortear o espectador. Um nítido desgaste de um cineasta que parece querer espremer ao máximo sua franquia.

Ao menos as atuações são convincentes. Além da já citada Elizabeth Mitchell, Frank Grillo (Capitão América: Guerra Civil) retorna como o herói de ação, mas dessa vez em segundo plano. Quem mais se destaca é Kyle Secor (Veronica Mars), o pastor da igreja onde a NPFA se reúne para um expurgo. Ele representa tudo o que há de contraditório na política e na religião. Quando está em cena, o filme ganha demais.

Foto: Universal Pictures

12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição é o terceiro capítulo de uma franquia promissora, mas que já mostra sinais de desgaste. Apesar de ter suas derrapadas consegue entreter, o que não necessariamente o torna relevante dentro do gênero. Se focassem em um roteiro realmente bom e cenas de ação minimamente bem coreografas, poderiam alcançar um resultando bem mais atrativo.

Bom

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