O Justiceiro | 2ª Temporada


Depois dos eventos da primeira temporada, Frank Castle (Jon Bernthal) agora vaga sem destino. Após conhecer uma garota chamada - Rachel (Giorgia Whigham) - em um bar, sua vida é virada de cabeça para baixo. Os dois tem uma noite romântica, porém, no dia seguinte, várias pessoas começam a investigar o local atrás da mulher. Castle intervém e a salva.

O segundo ano de O Justiceiro (The Punisher) segue basicamente duas histórias paralelas. Na primeira vemos Frank com a garota para aos poucos descobrirmos o motivo de pessoas quererem mata-la. Na segunda, acompanhamos a recuperação de Billy Russo (Ben Barnes), que parece não lembrar do que aconteceu com ele anteriormente, atormentado e cada vez mais próximo de se tornar o vilão Retalho.

Apesar das situações interessantes propostas pelo roteiro, as motivações que fazem a história caminhar demoram a aparecer. Somente após seis episódios temos respostas satisfatórias, e por mais que as cenas de ação tentem manter o ritmo acelerado, as coreografias pouco inventivas não empolgam o espectador, já que tudo se resume a tiroteios desenfreados. Soma-se a isso a insistência da Netflix em produzir 13 episódios de 50 minutos cada e o resultado é mais uma temporada inchada, cheia de momentos desinteressantes.

Foto: Cara Howe / Netflix

No que diz respeito a aspectos técnicos, a edição e mixagem de som são inquestionáveis. O barulho dos tiros soam muito realistas, mesmo quando assistidos da tela do computador. Infelizmente não podemos dizer o mesmo da fotografia, que insiste em tons escuros ao ponto de dificultar a compreensão do espectador em alguns momentos.

As atuações continuam sendo o ponto forte da produção. Jon Bernthal (Em Ritmo de Fuga) segue sendo um ótimo brucutu dos anos 80, mas não tem grandes oportunidades dramáticas, por mais que tenha talento para tal. Amber Rose Revah (Dupla Implacável) retorna como a policial Madani e Deborah Ann Woll (True Blood) volta a fazer uma participação como Karen Page, ambas competentes dentro de suas propostas. Já Ben Barnes (Westworld) vive Billy em uma espiral de insanidade que irá corroê-lo, mas carece de grandes momentos, assim como o protagonista.

A segunda temporada de O Justiceiro não é todo ruim, no entanto, soa como algo feito as pressas, uma produção que insiste em existir apenas para que se aproveite o final de uma parceria entre Marvel e Netfliz que, infelizmente, não se mostrou tão bem sucedida. O gosto que fica após o cancelamento é amargo, pois sabe-se que houve bastante potencial desperdiçado.

Foto: Cara Howe / Netflix


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