5 Obras Sobre Serial Killers


As histórias sobre serial killers tomaram conta da indústria do entretenimento. São filmes, séries de TV, quadrinhos e jogos que trazem assassinos como protagonistas e exploram todos as nuances de suas personalidades. A verdade é que existem tramas para todos os gostos, aquelas que incluem a investigação criminal mais tradicional, ou até mesmo dramas no qual acabamos nos afeiçoando com o grande vilão. Mas qual será o motivo dessa fascinação por tais personagens?

Da mesma maneira que um telejornal sensacionalista tem uma legião fiel de espectadores, os assassinos em série prendem a atenção do público pelo choque. Seus comportamentos são tão fora da linha que regem os valores morais e éticos da sociedade, o que acaba gerando curiosidade. Mesmo que isso nos assuste, somos protegidos pela barreira da ficção, distantes o suficiente para não sofrermos qualquer consequência na vida real, nos tornamos ávidos observadores.

Pensando nisso, selecionei 5 obras que tratam do assunto, abordando diferentes óticas. O propósito aqui não é exaltar nenhuma dessas figuras, pelo contrário, quero apresentar produções que dão espaço ao público para explorar e analisar de forma crítica a natureza desses personagens.


Monster: Desejo Assassino
(Monster, 2003)



Drama norte-americano baseado em fatos, Monster: Desejo Assassino traz a direção de Patty Jenkins (Mulher-Maravilha) e o protagonismo de uma irreconhecível Charlize Theron (Atômica), que foi aclamada e conquistou 17 prêmios no total, dentre eles, o Oscar e o Globo de Ouro de melhor atriz.

Na trama, acompanhamos a história de Aileen Wournos (Theron), uma prostituta que é condenada pelo assassinato de sete homens. É quase inevitável não sentir empatia pela personagem, já que o filme destaca principalmente o seu lado da história, deixando de fora o ponto de vista das vítimas e suas famílias, por exemplo. Contudo, a reflexão que o longa nos leva a ter – as motivações por trás dos atos brutais – é válida e nos faz discutir sobre a natureza do comportamento humano.


Zodíaco
(Zodiac, 2007)



Com um elenco de peso que inclui Jake Gyllenhaal (Os Suspeitos) e Robert Downey Jr. (Vingadores: Ultimato), Zodíaco não foca em apontar um culpado para os crimes, mas sim mostrar como uma investigação pode consumir todos que estão envolvidas nela.

Mais uma obra baseada em fatos, a trama é centrada em Robert Graysmith (Gyllenhaal), um cartunista do jornal San Francisco Chronicle, que consegue decifrar a mensagem oculta enviada por um suposto assassino a diversos meios de comunicação. As cartas e a confissão precedem uma série de assassinatos na cidade, que mobilizam os jornais e, em especial, Graysmith que sacrifica sua vida pessoal em busca do culpado.

Além de discutir a “fascinação” causada por um serial killer, o longa de David Fincher (Clube da Luta) traz um ótimo trabalho de figurino, cenário e tantos outros detalhes técnicos que contribuem perfeitamente para transportar o público ao fim dos anos 60.


Seven: Os Sete Crimes Capitais
(Se7en, 1995)



David Fincher (Garota Exemplar) volta a figurar em nossa lista, dessa vez com Seven: Os sete Crimes Capitais. No longa somos apresentados a uma dupla de detetives: Somerset (Morgan Freeman), um veterano prestes a se aposentar, e Mills (Brad Pitt), o novato. Como o próprio título sugere, os dois policiais passam a caçar um serial killer que baseia seus crimes nos sete pecados capitais, criando verdadeiras "obras-primas" de terror e estranheza.

Sem dúvidas um dos melhores filmes de Fincher. Um filme com inúmeras cenas de violência explícita, que chocam o público e servem para compor o cenário ideal para o assassino em questão. Com um ritmo mais lento, a obra destaca a investigação criminal, que utiliza das ferramentas da psicologia para entender a mente do criminoso.


O Silêncio dos Inocentes
(The Silence of the Lambs, 1991)


Como resumir O Silêncio dos Inocentes em uma única sentença? Resposta: Hannibal Lecter. Trata-se da primeira vez (de cinco) que o famoso psiquiatra canibal apareceu nas telas.



Na trama, Lecter (Anthony Hopkins) dispensa comentários, mas a relação do médico com Clarice Starling (Jodie Foster) é também um acerto, que pode ser entendido como um fascinante estudo sobre personagens. Falando em Hopkins, sua atuação é considerada uma das melhores da história do cinema, já que foi capaz de incorporar o assassino de forma assustadora.

O longa dirigido por Jonathan Demme (Filadélfia) conquistou um feito histórico em 1992, ao vencer as cinco principais categorias do Oscar: Melhor Filme, Diretor, Ator, Atriz e Roteiro Adaptado.


O Mundo das Séries



No último item da lista decidi não citar um filme, mas sim algumas indicações do mundo das séries, já que é nesse meio que os serial killers tem "brilhado" ultimamente.

É fácil lembrar de produções como Dexter, por exemplo, que popularizou e transformou um assassino em anti-herói ao longo de oito temporadas. Já Mindhunter, série original Netflix, foca no trabalho do FBI da década de 70 para prender criminosos através do estudo e entendimento de suas mentes. Também disponível na plataforma de streaming está Hannibal, série que conta com o protagonismo de Hannibal Lecter, dessa vez vivido por Mads Mikkelsen (Rogue One: Uma História Star Wars).

Em The Fall, a relação entre detetive e assassino novamente ganha destaque. Nesse thriller psicológico acompanhamos a trajetória da detetive Stella Gibson (Gillian Anderson) para desvendar uma série de assassinatos de mulheres na Irlanda.

E por último, mas não menos importante, The Alienist, que se passa em uma Nova York de 1896 e mostra como era difícil lidar com crimes (e criminosos) em uma sociedade que estava longe de compreender tudo aquilo.

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