CRÍTICA | O Homem de Palha

Direção: Robin Hardy
Roteiro: Anthony Shaffer
Elenco: Edward Woodward, Christopher Lee, Diane Cilento, entre outros
Origem: Reino Unido
Ano: 1973


O sargento inglês Howie (Edward Woodward) é chamado para investigar um suposto desaparecimento de uma jovem em uma das ilhas escocesas, chamada Summerisle. No local, ele sente uma atmosfera estranha vinda dos próprios habitantes, o que aguça sua curiosidade em procurar pela menina, que não aparece a 8 meses.

O Homem de Palha (The Wicker Man) é dirigido por Robin Hardy (The Fantasist), cineasta que esteve a frente de apenas três filmes na carreira, sendo esse o de maior sucesso.

Dentre os personagens, temos protagonista, Howie, um cristão adepto ao conservadorismo, algo que influencia sua estadia na ilha. Já o Lorde Summerisle (Christopher Lee) é um homem rico, responsável por ser neto do descobridor e povoador do local, mantedor de tudo que há de riqueza material à sua família. 

Duas mulheres chamam a atenção à importância dos seus papéis nessa sociedade. Willow (Britt Ekland) é quem acolhe e auxilia Howie na taverna do seu pai, falando sobre a especialidade da ilha em exportar frutas e legumes. Senhorita Rose (Diane Cilento) é a professora de Summerisle, que leciona na única escola do local e desperta mais curiosidades e questionamentos a respeito da conduta das pessoas que moram ali.

Foto: Works Editora

Para os amantes do ocultismo, o longa-metragem é perfeito para compreender os famosos festivais de solstício de verão que ocorrem na Europa. Essas festividades acontecem até hoje, porém, devemos lembrar que nem tudo que se passa na obra é fiel a realidade, já que algumas diferenças estão lá apenas para trazer sensacionalismo ao tema.

É clara a influência da obra em filmes contemporâneos como Midsommar (2019), por exemplo, produzido pela A24. É como se o longa de Ari Aster (Hereditário) apresentasse um ponto de vista paralelo ao visto em O Homem de Palha. E caso alguém tenha ficado confuso com o que foi visto em Midsommar, o filme de 1973 poderá trazer certos esclarecimentos sobre todo o mistério acerca das simbologias presentes nos enquadramentos.

A produção ainda rendeu uma homenagem da banda britânica Iron Maiden, que em 2000 lançou um single chamado "The Wicker Man", fazendo referência ao longa e trazendo uma espécie de releitura do pôster original do filme.

Apesar de uma narrativa lenta em demasia no principio, O Homem de Palha levanta muitos questionamentos que são desvendados ao longo da trama. Já seu desfecho impressiona o espectador por trazer elementos que soam evidentes, mas que devem ter passado batido por muitos. Uma mistura de desespero e esperança que faz a obra ganhar sua relevância.

Foto: Works Editora


Excelente

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