CRÍTICA | Eu Só Posso Imaginar


Direção: Andrew Erwin e Jon Erwin
Roteiro: Alex Cramer, Jon Erwin e Brent McCorkle
Elenco: J. Michael Finley, Dennis Quaid, Brody Rose, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2018


Se você gosta de dramas que abordam o valor do perdão, especialmente aqueles baseados em fatos, provavelmente adorará Eu Só Posso Imaginar (I Can Only Imagine), longa que conta a história que serviu de inspiração para a composição da canção cristã mais popular de todos os tempos nos Estados Unidos. Canção essa que dá título ao filme, composta por Bart Millard, vocalista da banda norte-americana MercyMe.

Na trama somos apresentados a emocionante e difícil jornada de Millard (J. Michael Finley), um jovem que teve uma infância conturbada, sofrendo maus-tratos de seu pai, Arthur (Dennis Quaid), um homem violento e que nunca compreendeu a paixão do filho pela música. Com isso o garoto se distancia cada vez mais do pai em busca de seu sonho, enfrentando percalços que acabarão por o surpreender, tirando da dificuldade ensinamentos sobre a fé, que não apenas transformam sua vida, mas o ajudam em sua relação com o patriarca. 

Eu Só Posso Imaginar não é o típico dramalhão, apesar do que pode parecer. Trata-se de um filme com premissas bem definidas e que mostra a que veio, com mensagens importantes. O roteiro aqui aposta na narração em off do protagonista, mesclando os momentos tortuosos pelos quais passou com as descobertas que o transformam. Os diálogos são poderosos e algumas mensagens clichês são desenvolvidas sem soar piegas ou enfadonhas.

Foto: Paris Filmes

Outro ponto a se destacar são as atuações, que garantem a empatia do público. J. Michael Finley, em sua estréia em longas-metragens, consegue entregar um protagonista carismático, ao mesmo tempo em que é inseguro. Um figura que sabe reconhecer seus defeitos para evoluir, se libertando de seus medos e fantasmas do passado, que o impediam de avançar. Dennis Quaid (Quatro Vidas de um Cachorro), por sua vez, convence como o pai violento que precisa de uma transformação, rendendo um dos momentos mais poderosos do longa.

Vale citar também o trabalho de dois atores secundários que exercem papel importante para a narrativa. Madeline Carrol (O Reencontro) e Trace Adkins (O Poder e a Lei), que representam a namorada e o empresário da banda MercyMe, respectivamente, servem para mostrar ao personagem central o quanto ele era forte e o que ainda faltava para alcançar seu objetivo. Havia lacunas que precisavam ser preenchidas e eles cumprem muito bem esse papel.

Uma história edificante, motivacional e de forte apelo. Eu Só Posso Imaginar tem tudo para atingir o coração dos fãs do gênero, mostrando o viés interessante da história originou uma canção tão amada pelo público norte-americano.

Foto: Paris Filmes

Excelente

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