CRÍTICA | Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Direção: Ol Parker
Roteiro: Ol Parker
Elenco: Lily James, Amanda Seyfried, Meryl Streep, Colin Firth, Pierce Brosnan, Stellan Skarsgård, entre outros
Origem: Reino Unido / EUA
Ano: 2018


A banda sueca ABBA foi influente nos anos 70, junto com outros grandes artistas de sucesso como Queen, Beatles, etc. É também um dos poucos grupos que tem orgulho de ter em seu currículo a adaptação de suas canções em um musical, que logo depois se tornou um filme de grande sucesso de público e crítica. 10 anos depois e de forma quase inesperada, temos a aguardada sequência dessa obra: Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo  (Mamma Mia! Here We Go Again).

O longa começa com Sophie (Amanda Seyfried) preparando a reinauguração do hotel de sua mãe, Donna (Meryl Streep). No entanto, a garota está chateada porque dois de seus três pais não poderão comparecer ao evento. Enquanto isso, somos apresentados a flashbacks do passado de Donna (vivida por Lily James na versão mais nova), indicando que a mesma era uma mulher de espírito livre, disposta a viver fora das amarras do mundo.

O roteiro intercala momentos do presente com os do passado, destacando idéias e consequências que se complementam na linha temporal daqueles personagens. Não que isso seja um problema, porém seria mais interessante dedicar essa sequência apenas na juventude de Donna, sem necessariamente precisarmos acompanhar o que aconteceu com os personagens após o primeiro longa. Lá Vamos Nós de Novo acaba soando como uma celebração ao primeiro filme, sem querer se desvencilhar da imagem de Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta).

Foto: Universal Pictures

As locações e a fotografia ajudam a construir o clima característico da obra, retratando a  ilha grega como um local paradisíaco, imagem comum da Grécia no cinema, basta lembrarmos de filmes como Antes da Meia-Noite. A paleta de cores baseia-se predominantemente no azul que remete ao céu e o mar, algo refletido também no figurino dos personagens. Se prestarmos atenção, perceberemos que já sempre algum elemento da cor nos cenários.

No que diz respeito a trilha sonora, não há o que reclamar. Quem é fã de ABBA e do primeiro filme irá pular da cadeira, cantando as músicas a plenos pulmões, como se não houvesse amanhã (sim, por que não?). As coreografias também são incríveis, do número no café em Paris ao som de "Waterloo", até a apoteose final, tudo muito plástico e bem feito, com direito a referência a Titanic..Agora, se você não é grande fã da banda, do gênero musical, ou mesmo do primeiro Mamma Mia!, talvez seja melhor procurar outras obras.

As atuações são carismáticas, e foi bacana perceber que deram mais destaque a Amanda Seyfried (Querido John), ainda que sempre enfatizem a importância de Meryl Streep. Lily James (Em Ritmo de Fuga), por sua vez, até segura as pontas, mas não possui a mesma presença de tela da veterana atriz. Christine Baranski (Perfeita é a Mãe 2) e Julie Walters (Paddington 2) também ganham mais espaço, ao passo que o trio Pierce Brosnan (O Estrangeiro), Colin Firth (Kingsman: O Círculo Dourado) e Stellan Skarsgård (Thor: O Mundo Sombrio) soa deslocado dentro da proposta do roteiro, ainda mais quando surge Andy Garcia (Onze Homens e um Segredo) em tela. Fiquei chateado também com o curto tempo de tela de Cher (Feitiço da Lua), que soa apenas como uma participação especial, mas que se destaca em seu dueto com Garcia.

Foto: Universal Pictures

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo é o famoso "mais do mesmo" que funciona. Não acrescenta nada de original ao que foi visto em 2008, mas empolga e entretêm o espectador de forma competente. Recomendo aos saudosistas de plantão, especialmente aos fãs veteranos de ABBA, visto que pouquíssimos da nova geração devem conhecer ou se interessar pelo trabalho da popular banda sueca.

Bom

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