CRÍTICA | Anna: O Perigo Tem Nome

Direção: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson
Elenco: Sasha Luss, Cillian Murphy, Luke Evans, Helen Mirren, entre outros
Origem: França / EUA
Ano: 2019



Notabilizado por realizar produções suntuosas, com figuras femininas fortes e cenas recheadas de ação, adrenalina e pancadaria, o cineasta francês Luc Besson (O Profissional) já mostrou que vai muito além de retratar a mulher como femme fatale. Foi assim com Anne Parillaud (O Homem da Máscara de Ferro) em Nikita: Criada Para Matar (1990), Milla Jovovich (Hellboy) em O Quinto Elemento (1997) e mais recentemente com Scarlett Johansson (Ela) em Lucy (2014). Em Anna: O Perigo Tem Nome (Anna) o diretor segue pelo mesmo caminho, com a proposta de entregar ao público um bom filme de espionagem.

Anna (Sasha Luss) é uma modelo famosa, requisitada pelas mais importantes marcas de luxo. Seu histórico chama a atenção, com uma passagem pela Marinha e alguns trabalhos como espiã. Ela é recrutada pela KGB com a missão de eliminar dezenas de alvos e se desvencilhar da CIA. Prato cheio para um forte embate entre Estados Unidos e Rússia.

O roteiro, também de Besson, apresenta um recurso narrativo interessante, já que somos apresentados aos personagens e suas trajetórias em uma linha de tempo de cinco anos, para depois retornarmos as mesmas cenas, acrescidas de novas informações e diferentes pontos de vista. Além disso, a construção da protagonista é eficiente, de personalidade forte, ágil, fria e calculista, com um objetivo claramente definido: o alcance de sua liberdade.

Foto: Paris Filmes

A produção chama a atenção pelo ritmo de suas cenas de ação, lembrando muito filmes como John Wick e Operação Red Sparrow, muito em função das temáticas semelhantes. As sequências que envolvem tiros e luta são críveis, e o espectador é convencido da capacidade, destreza e rapidez da poderosa espiã, mesmo que a mesma precise enfrentar mais de trinta soldados para sair viva do quartel general ou simplesmente escapar pelos corredores de grandes hotéis nos quais se apresenta como modelo em desfiles. E Besson capricha na inserção de slow motion em cenas de maior profundidade.

O elenco dá consistência à história e apresenta personagens sólidos. Quem acaba se destacando é Helen Mirren (A Maldição da Casa Winchester), que vive a líder da KGB, sempre imponente e dando as cartas o tempo todo. Os planos mais insanos e diabólicos com os quais nos deparamos partem de suas mãos, e é por meio deles que constatamos as melhores interações da protagonista. Sasha Luss (Valerian e a Cidade dos Mil Planetas), dentro do esperado, entrega uma personagem que sabe envolver a plateia, conduzir a história e se destacar mais pelas cenas de ação e perseguição, sem apelo sexual. 

Apesar permanecer em lugar comum, sem oferecer grandes novidades, Luc Besson entrega ao público uma trama dinâmica, imprevisível e que instiga que a assiste, já que nunca sabemos ao certo qual reviravolta esperar em Anna: O Perigo Tem Nome. E isso é um trunfo, certamente.

Foto: Paris Filmes

Bom

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