Top 10 | Melhores Filmes de 2018


Olá cinéfilos! Como já é costume desde 2012 (clique AQUI para conferir os tops dos anos anteriores), listarei aqueles que, na minha opinião, foram os melhores filmes de 2018. Foram considerados todos os longa-metragens lançados comercialmente no Brasil neste ano, portanto, vocês notarão que haverá um ou outro filme de 2017 na lista, visto que seu lançamento em nosso país aconteceu apenas no ano seguinte. Consequentemente, filmes de 2018 que não estrearam nos cinemas, em locadoras ou via streaming, não foram considerados (traduzindo, filmes baixados antes do tempo não vale).

Falarei brevemente sobre cada obra citada. Claro que nenhuma lista é definitiva e, infelizmente, não consegui assistir todas as obras lançadas no ano que passou, portanto alguns bons filmes podem ter ficado de fora, simplesmente por não ter tido a oportunidade de assisti-los. Também é obvio que minha opinião pode divergir da sua e, por isso, a aba de comentários está aberta para que vocês possam listar seus favoritos. Fica a menção apenas de que esses 10 filmes merecem ser vistos.

Dica dada, vamos lá?


10. O Retorno de Mary Poppins (Mary Poppins Returns, 2018)


O Retorno de Mary Poppins não tem canções tão marcantes quanto as do filme original, lançado em 1964, mas é covardia querer fazer tal comparação sem a maturação que o passar dos anos traz. No entanto, trata-se de cinema feito a moda antiga, com a magia Disney saindo da tela direto para o coração do espectador. O visual é lindíssimo e as interações entre os atores e as animações 2D trazem uma nostalgia contagiante.

Talvez tenha faltado um pouco de originalidade, é verdade, já que a premissa é basicamente igual ao clássico, mas Emily Blunt (Sicario: Terra de Ninguém) está fantástica como Mary Poppins e Lin-Manuel Miranda (Moana: Um Mar de Aventuras) demostra o talento habitual com a música e imenso carisma em tela.

Será uma pena se passar despercebido pela maioria do público.


9. Nasce Uma Estrela (A Star is Born, 2018)


No auge de seu amadurecimento como ator, Bradley Cooper (Sniper Americano) estreou na direção com Nasce Uma Estrela, terceira refilmagem da obra originalmente lançada em 1937 e que aqui ganha vida em uma roupagem atual e muito bem-vinda.

Trata-se de um filme absolutamente tocante e bem filmado, prezando a todo momento pela narrativa que está sendo contada, sem necessariamente tentar criar grandes momentos para que alguém brilhe sozinho. E esse é o grande diferencial aqui.

Cooper rouba cada cena em que está presente, mas é quando Lady Gaga (Sin City: A Dama Fatal) começa a cantar que a conexão do espectador com a obra se completa, alçando o filme a um patamar inesperado.



8. Buscando... (Searching, 2018)


Buscando..., de certa maneira, evolui o subgênero do found footage utilizando uma linguagem cinematográfica que, se não inédita, nunca foi tão bem utilizada. A criação do suspense utilizando apenas dos aparelhos eletrônicos em tela é impressionante, assim como o roteiro sabe trabalhar de forma inteligente os links de uma pista a outra. Nem mesmo a reviravolta final, um tanto quanto piegas, estraga essa grata surpresa.

Vale citar também o amadurecimento de John Cho (Columbus) como ator, galgando competentemente seu espaço em obras independentes e de qualidade. Outro ponto relevante é a a questão da representatividade. Ao assistirem o filme perceberão que em momento algum o fato da família protagonista ser asiática exerce influência na história. Os personagens poderiam ser brancos, negros, latinos, ou de qualquer outra ascendência, mas aqui, no caso, são asiáticos. Esse é o tipo de representatividade que queremos no cinema.



7. Um Lugar Silencioso (A Quiet Place, 2018)


É muito bacana ver um ator como John Krasinski (Detroit em Rebelião), que protagonizou uma das minhas séries de comédia favoritas (The Office), se adaptando tão bem a uma nova função, no caso, a direção cinematográfica.

Um Lugar Silencioso é um filme extremamente bem realizado, que transforma o silêncio em tensão sufocante, de forma inteligente e sem subestimar o espectador. Me lembrou muito Sinais (Signs, 2002), um dos meus filmes favoritos da filmografia de M. Night Shyamalan (O Sexto Sentido).

Não por acaso foi um dos fenômenos de 2018.



6. O Primeiro Homem (First Man, 2018)


O Primeiro Homem veio para consolidar Damien Chazelle, vencedor do Oscar, como um dos grandes cineastas de sua geração. Após Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014) e La La Land: Cantando Estações (2016), o diretor traz algo totalmente diferente ao espectador, fugindo da grande maioria dos clichês dos filmes de exploração espacial, demonstrando o imenso apuro técnico de costume. Talvez falte algo ao roteiro, que emocionalmente não consegue envolver todos os espectadores por completo, mas todo o restante é bem acima da média, incluindo a belíssima trilha sonora de Justin Hurwitz.


5. Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War, 2018)
  

Foram 10 anos construindo esse momento e a Marvel Studios entregou o que prometeu com maestria. Vingadores: Guerra Infinita é épico, engraçado, urgente, surpreendente e, acima de tudo, corajoso. Fazia tempo que eu não via as pessoas vibrando na sala de cinema, torcendo pela ação que acontece em tela. E bota ação nisso, já que o ritmo é frenético e não para em momento algum. Thanos (Josh Brolin) é um vilão a se admirar e as interações entre os heróis está melhor do que nunca.

O mais incrível é que o filme terminou e não fazemos ideia do que vai acontecer adiante no universo cinematográfico da Marvel. E isso é maravilhoso.



4. Pantera Negra (Black Panther, 2018)


Preso as convenções inevitáveis de uma história de origem, Ryan Coogler (Creed: Nascido Para Lutar) entrega um filme maduro, repleto de identidade e com uma mensagem a se passar. Pantera Negra é um deleite visual, do design de produção aos figurinos, do roteiro bem amarrado as atuações marcantes de seu ótimo elenco, passando por uma trilha sonora cheia de personalidade, que emociona o espectador em muitos momentos.

Há defeitos no longa? É claro que sim, no entanto, existem obras que têm qualquer imperfeição suprimida perante o que elas representam. Pantera Negra não é apenas um dos melhores filmes da Marvel Studios, se tornou também um fenômeno cultural incontestável.

Wakanda forever.



3. Roma (idem, 2018)


Roma já nasce clássico, tamanha a maturidade da direção de Alfonso Cuarón (Gravidade), que também assina o roteiro e a cinematografia. Há planos da obra que arrepiam e emocionam qualquer cinéfilo. E ainda que a história se passe em um México dos anos 70, ela é facilmente identificável a qualquer brasileiro, pois é, acima de tudo, um conto universal sobre os obstáculos tortuosos que a vida nos apresenta, e o quanto o amor é fundamental no alicerce de qualquer um de nós.

O filme é justamente isso. Uma declaração de amor de Cuarón ao seu país, a sua cultura e aos seus alicerces.



2. Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman, 2018)


Provocativo, necessário e extremamente atual. Infiltrado na Klan é tudo o que de melhor o cineasta Spike Lee (Malcolm X) tem a oferecer. E certamente figurará várias listas de melhores do ano internet a fora.

Trata-se da história real do policial negro Ron Stallworth (John David Washington), que no auge da segregação racial dos EUA, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan do estado do Colorado, a fim de extinguir as ações criminosas do grupo.

Os minutos finais do longa-metragem é um tapa na cara do espectador. Mostra que a luta contra o preconceito racial está longe de terminar. Uma ameaça que está mais perto do que pensamos, inclusive em nosso país.



1. Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me By Your Name, 2017)


Me Chame Pelo Seu Nome é cinema clássico sendo feito hoje em dia. Elegante artisticamente falando, é uma reconstituição precisa dos anos 80, do figurino as músicas, passando por uma fotografia estonteante que valoriza a luz do sol e as belíssimas locações de um verão no norte da Itália, cheio de paixões, romances, erotismo, histórias e aprendizados.

Os enquadramentos e movimentos de câmera do diretor Luca Guadagnino (Um Sonho de Amor) são belíssimos e destacam o trabalho de seus atores. Timothée Chalamet (Lady Bird: A Hora de Voar) está incrível em tela e protagoniza junto com Michael Stuhlbarg (A Forma da Água) uma das cenas mais lindas que o cinema produziu em 2017, ano em que originalmente foi lançado lá fora.


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